Justiça Paranaense reforça compromisso com a adoção e lança nova recomendação durante a 7ª Semana de Adoção do Judiciário

Por Felippe Mattes Cavichioli.

O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) iniciou oficialmente, nesta segunda-feira (27), a 7ª Semana de Adoção do Judiciário, uma campanha institucional que se estenderá até 30 de maio, com o objetivo de lançar luz sobre os desafios e avanços da adoção no estado. A iniciativa coincide com o Dia Nacional da Adoção, celebrado em 25 de maio, e é marcada por uma programação que se espalha por diversas comarcas paranaenses.

Em discurso na abertura da sessão do Órgão Especial do TJPR, a desembargadora Lidia Maejima, presidente da Corte, sublinhou a importância do tema. “Cada criança que encontra um lar representa uma vitória coletiva e um futuro positivamente transformado”, declarou, destacando também o trabalho desempenhado pelo Conselho de Supervisão dos Juízos da Infância e da Juventude e pela Coordenadoria da Infância e da Juventude (Consij-CIJ).

Os dados apresentados durante o evento revelam que o Paraná se consolida como uma das referências nacionais na área. Segundo o presidente do Consij-CIJ, desembargador Sergio Luiz Kreuz, o estado foi responsável por 24 das 64 adoções internacionais realizadas no Brasil em 2024. No total, 637 adoções foram registradas no Paraná no mesmo período. “Isso demonstra, com clareza, que aqui crianças e adolescentes têm sido tratados como prioridade absoluta”, afirmou o magistrado.

O evento inaugural, realizado de forma virtual, também contou com as participações das especialistas Juliana Larissa Alves e Jussara Marra, que discutiram, respectivamente, os temas “Direito às origens sob a ótica de quem foi adotado” e “Letramento adotivo e letramento racial”.

Um dos momentos mais aguardados da programação foi o lançamento oficial da Recomendação 001/2025 – Consij/CIJ, que estabelece diretrizes para a chamada busca ativa na adoção de crianças e adolescentes. A ferramenta, conforme explicou a psicóloga judiciária Ângela Regina Urio Liston, representa um avanço no acesso à adoção, permitindo que pretendentes de todo o país manifestem interesse por perfis menos procurados, com segurança e sigilo.

“A busca ativa é uma resposta concreta e estratégica para garantir o direito à convivência familiar a crianças e adolescentes que, por múltiplas razões, permanecem nos abrigos”, enfatizou o desembargador Kreuz. “Enquanto houver uma criança acolhida, nossa responsabilidade será sempre buscar, com toda a força, um lar definitivo para ela.”

Com uma abordagem que combina sensibilização, mobilização institucional e participação da sociedade civil, a Semana de Adoção do TJPR reafirma o compromisso do estado com o direito à convivência familiar — um direito muitas vezes invisível, mas absolutamente fundamental.

Share your love